A Alma do Osso(2004) Cao Guimarães

A Alma do Osso(2004) Cao Guimarães

“A Alma do Osso” revela, pouco a pouco, a existência aparentemente isolada de Dominguinhos, 72 anos, um ermitão que vive numa caverna encravada numa montanha de pedra. O filme constrói-se com longos silêncios onde o ermitão executa as tarefas do dia a dia, como cozinhar e limpar, e com imagens que vão para além do seu território. Ao final descobrimos que na vida do ermitão o silêncio é o lugar comum, o estado normal em que o tempo passa. A fala é o estado de exceção.
Duração: 74’00”
Formato de Exibição: DV
Formato de Captação: Super-8/ mini DV
Empresa Produtora: Cinco em Ponto
Direção de Produção: Beto Magalhães
Produção Executiva: Beto Magalhães e Cao Guimarães
Pesquisa de Personagem: Gibi Cardoso
Trilha Sonora Original: O Grivo
Som Direto: Marcos M. Marcos
Arte: Jimmy Leroy
Fotografia em vídeo: Cao Guimarães, Beto Magalhães e Marcos M. Marcos
Fotografia em Super-8: Cao Guimarães
Direção e Edição: Cao Guimarães
Fonte: http://www.caoguimaraes.com
alma-do-osso-cao-guimaraes-2
Documentário A Alma do Osso Cao Guimarães
alma-do-osso-cao-guimaraes-3
Documentário A Alma do Osso Cao Guimarães
alma-do-osso-cao-guimaraes-4
Documentário A Alma do Osso Cao Guimarães
alma-do-osso-cao-guimaraes-1
Documentário A Alma do Osso Cao Guimarães
Anúncios
Prometi-me Possuí-la por Ferreira Gullar

Prometi-me Possuí-la por Ferreira Gullar

image

Prometi-me Possuí-la

Prometi-me possuí-la muito embora
ela me redimisse ou me cegasse.
Busquei-a na catástrofe da aurora,
e na fonte e no muro onde sua face,

entre a alucinação e a paz sonora
da água e do musgo, solitária nasce.
Mas sempre que me acerco vai-se embora
como se temesse ou me odiasse.

Assim persigo-a, lúcido e demente.
Se por detrás da tarde transparente
seus pés vislumbro, logo nos desvãos

das nuvens fogem, luminosos e ágeis!
Vocabulário e corpo — deuses frágeis —
eu colho a ausência que me queima as mãos.

Ferreira Gullar

Fotografia: “Úmido” por Cao Guimarães (2015)

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson

image

image

image

image

image

image

“Nascido no início do século passado, Henri Cartier-Bresson foi  um dos fotógrafos mais importantes do século XX, é considerado o pai do fotojornalismo.

Para mim, a câmera é um caderno de desenho, um instrumento da intuição e da espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, pergunta e decide simultaneamente. A fim de “dar um sentido” para o mundo, tem de se sentir envolvido com o que se enquadra através do visor. Essa atitude exige concentração, a disciplina da mente, sensibilidade e um sentido de geometria. É por economia de meios que se chega a simplicidade de expressão.

Para tirar uma fotografia é para segurar a respiração quando todas as faculdades convergem para um rosto de fugir da realidade. É nesse momento que dominar uma imagem torna-se uma grande alegria física e intelectual.

Para tirar uma fotografia significa reconhecer – simultaneamente e dentro de uma fração de uma segunda tanto o fato em si a organização rigorosa de formas visualmente percebidas que dão sentido à existência.

É colocar a cabeça, o olho e o coração no mesmo eixo.” – Henri Cartier-Bresson

Wim Wenders: Places, Strange And Quiet

Wim Wenders: Places, Strange And Quiet

“Quando se viaja muito, e quando ama apenas passear e se perder, você pode acabar nos lugares mais estranhos.” Diretor Wim Wenders foi documentando as suas viagens globais desde o início dos anos 80; aqui estão cenas de Paisagens panorâmicas e visões fantasmagóricas assim como os seus filmes.

image

Dinosaur and Family, California, 1983
Photograph: Wim Wenders

image

Dusk in Coober Pedy, South Australia, 1978
Photograph: Wim Wenders

image

Wingless, Bali, 1977
Photograph: Wim Wenders

image

Circus in Denpasar, Indonesia, 1977
Photograph: Wim Wenders